Câmara de Londrina bate recorde de número de vereadores investigados em uma única legislatura

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Vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) são investigados por envolvimento em esquema de corrupção para mudanças de zoneamento na cidade.Votação realizada nesta terça-feira (17) foi de 15 votos contra 4.

A Câmara de Londrina, no norte do Paraná, atingiu o recorde de vereadores investigados em uma única legislatura. Em menos de um ano e meio de mandato, já são três parlamentares que responderam ou estão respondendo a processos de cassação.

O número se iguala ao de um período de 36 anos. De 1980 a 2016, três vereadores foram investigados por Comissões Processantes, sendo que dois foram absolvidos e um foi cassado.

Na terça-feira (17), o Legislativo aprovou a abertura da Comissão Processante (CP) contra os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), réus na Operação Zona Residencial 3 (ZR3), que apura um esquema de corrupção para mudanças de zoneamento na cidade.

Como respondem ao processo na Justiça, ambos são acusados de quebra de decoro parlamentar.

A CP marcou sua primeira reunião pra próxima sexta-feira (20). O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias e começa a ser contado a partir do momento em que os investigados forem notificados do processo.

Takahashi e Alves negam ter cometido irregularidades em mudanças de zoneamento.

Émerson Petriv (PR), conhecido como Boca Aberta, foi cassado em outubro de 2017. Ele foi acusado de quebra do decoro parlamentar ao fazer uma vaquinha pra pagar uma multa imposta pela Justiça Eleitoral.

O ex-vereador Boca Aberta disse que foi cassado por perseguição política.

Análise

O atual presidente da Câmara, Ailton Nantes, afirmou que essa marca tem um lado positivo.

“A sociedade, de um modo geral, tem lutado para trazer para a sociedade a transparência dos poderes públicos. Todos eles. Só que ela também expõe o agente público, todo os passos que ele toma são colocados para a sociedade. E algumas ações, às vezes, podem ser mal interpretadas”, declarou.

Já o professor de ética e filosofia política da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Elve Cenci avalia que a quantidade de vereadores respondendo a processos de cassação nessa legislatura é consequência de diversos fatores. Um deles é que os parlamentares levaram para dentro da casa crises que abalaram a imagem do Legislativo.

(Fonte: G1)

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